sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Transporte urbano

Aqui vai uma pequena avaliação do transporte urbano nas cidades e países por onde passamos. Dica: sempre que o tempo ou os horários de pico estiverem em andamento, o táxi salva a pátria.

Chile
>> Santiago
-- Ônibus e metro: o preço usual é de $ 380,00, cerca de R$ 1,60, e o bilhete é verde. Nos horários de pico, quando as pessoal vão (das 7 às 10 horas) ou voltam do trabalho (das 18 às 20 horas) o preço sobe apra $ 420,00, cerca de R$ 1,75, com bilhete laranja. O metro cobre toda a cidade, melhor do que no Brasil. Já os ônibus são similares aos nossos.
-- Táxi: valores ficam na média com os do Brasil. Usamos uma vez o serviço. Da rodoviária a Plaza de Armas o táxi saiu por $ 5.000,00 ou R$ 20,85. É caro. Cuidado que os motoristas são malucos e costumam negociar os valores das corridas, inflacionando os preços.

>> Valparaíso, Viña e Reñaca
-- Metrô e ônibus: Não usei o serviço, mas existe. O metro liga a Valparaíso com cidades vizinhas e o busão não chega a alguns pontos elevados da Val.
-- Ascensor: é uma espécie de bondinho, também chamado de funicular. Leva o pessoal aos pontos mais altos de Valparaíso.

Argentina
>> Mendoza
-- Ônibus e metro: São cinco linhas de metro, chamadas de subte, que ligam os principais pontos turísticos da cidade. De segunda a sábado funcionam das 5 às 23 h,oras e nos domingos e feriados das 8 às 22. Já no busão são 140 linhas, 24 horas por dia. Os bilhetes custam $ 0,90 ou R$ 0,67, barato demais!
-- Táxi: também é barato. Os valores por distância saem em números similares aos do Brasil, porém lá a moeda vale menos, o que barateia para os brasileiros.

>> Buenos Aires
-- Ônibus e metro: São cinco linhas de metro, chamadas de subte, que ligam os principais pontos turísticos da cidade. De segunda a sábado funcionam das 5 às 23 h,oras e nos domingos e feriados das 8 às 22. Já no busão são 140 linhas, 24 horas por dia. Os bilhetes custam $ 0,90 ou R$ 0,67.
-- Táxi: também é barato. Os valores por distância saem em números similares aos do Brasil, porém lá a moeda vale menos, o que diminui o custo para os brasileiros. Fui da 9 de Julho ao Buquebus por $ 12,00 (R$ 8,60) e ao bairro de San Telmo por $ 8,00 (R$ 5,70).

Uruguai
>> Colônia
-- Ônibus: a passagem custa $ 13,00 e o serviço cobre toda a cidade que não é muito grande. Os ônibus necessitam de uma reforma urgente.

>> Montevidéu
-- Ônibus: Saem por $ 14,00 ou R$ 1,40 e cobrem toda a cidade, 24 horas por dia. Os carros não possuem ar e o calor impera.
-- Táxi: Os carros são todos com cabines que impedem qualquer contato físico entre o motorista e o passageiro. Um vidro a prova de bolas separa os dois. O sistema é por fichas. Cada percurso consome um certo números de fichas. Para ir do Mausoléu de Artigos até a Rodoviária de Tres Cruces gasta-se $ 106,00 ou R$ 10,60, valor razoável.

>> Punta
-- Ônibus: cobrem toda a extensão da cidade. A passagem custa $ 14,00 ou R$ 1,40. São carros de tamanho médio.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O rango - Uruguai

Finalizando a sessão de iguarias ingeridas ou não, apresento alguns pratos típicos do Uruguai. Na foto você observa um chitivo ao prato e dois panchos.Uruguai
>> Parrilla: é um churrasco, que também tem na Argentina, feito numa grelha chama parrila. Aproveita-se todas as partes do boi, mas eu digo todas. Rins, testícolos, tripas, vem de tudo junto com os cortes mais nobres, além de chorizo e a mursiglia, uma linguiça feita de sangue.
>> Pão: macio e delicioso, acompanha todas as refeições, principalmente em baguete. É como o arroz no Brasil.
>> Pancho: similar ao Argentino, só que com um pãozinho menor. O mais elaborados trazem pão, salsicha gigantes e mussarela. Os condimentos são livres. É picante.
>> Chivito: um primo distante do xis dos gaúchos. Pode ser ao pão ou ao prato. O ao pão não é preensando, mas vem com presunto, queijo, ovo, filé e salada, mais as fritas. Pode ter bacon, azeitona, vai variar conforme a casa. O ao prato vem com tudo isso, só que servido sem o pão.
>> Cervezas Patrícia, Norteña e Pilsen: mais suave que a Quilmes, mais forte que as brasileiras. São cervejas cremosas e gostosas, vendidas em garrafas de um litro.
>> Coca-Cola: Tem mais gás que as argentinas e chilenas. É mais gelada também.
>> Alfajor: Idêntico ao dos argentinos.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

O rango - Argentina

Vamos ao que comi de tradicional na Argentina. As culinária hermana parece bastante com a gaúcha. Então, apresento as iguarias.

Argentina
>> Assado: o churrasco dos hermanos é bom demais. A carne mata a pau. Os cortes são similares, porém recebem outros nomes – filé é lomo; costela é assado; linguiça é chorizo e etc. Alguns cortes não identifiquei o nome – cuadril e vacun, por exemplo.
>> Alfajor: é a Bolacha Maria dos Argentinos, porém deliciosa. É uma bolacha com recheio e envolta em chocolate. O recheio também pode ser de doce-de-leite. É uma delícia. Comi muitos!
>> Cerveza Quilmes: vendida em litro, é forte demais, chegando a descer amarga. Os gringos a tomam morna, meio choca.
>> Empanada: idem as do Chile.
>> Coca-Cola: servida com menos gás e morna. Sou mais a do Brasil.
>> Pômelo: refri da fruta com o mesmo nome. O gosto fica entre a soda e a tônica.
>> Minuta: bife solitário, do tamanho do prato.
>> Milanesa: bife solitário, porém à milanesa.
>> Pão: acompanha qualquer refeição. No restaurante você pede a comida e vem pão sempre como aperitivo.
>> Vinho: a região de Mendoza produz 70% do vinho argentino. O vinho hermano bom vem de lá. Destaque para a uva Malbec, clássica da região.
>> Pancho: pão com salsichas gigantes. O pão é cumprido, deve ter na média um 30 centímetros e a salsicha o acompanha. Os molhos são distintos. É uma refeição que forra o estômago.

O rango - Chile

Essencial, fundamental. Durante a trip, ficamos especialistas em devorar a típica, tradicionalíssima, deliciosa massa com salsicha. Comemoas à andia, à Mendoza, à portenha, à montevideana. Foi o rango número um do mochilão. Bom (será?), bonito e (muito) barato! Na verdade, essa iguaria é típica da casa de adolescente que mora sozinho. Pensando em dar ao nosso paladar experiências similares a dos nossos olhos, tentamos provar os quitutes de cada local que passamos. Vamos aos principais. Inclua-os em sua lista.
Chile
>> Batata com peixe: é o arroz com feijão do Chile. Não cheguei a provar porque devoro isso normalmente em casa.
>> Salmão: vale a pena comprar no Mercado Central, dizem que sai barato. Infelizmente não provei. :(
>> Centúria gigante: é o pai dos carangueijos. Alimenta de dois a três pessoas. Este carangueijo gigante tem seu equivalente no preço, algo em torno dos R$ 100,00. Por motivos monetários não provei desta iguaria.
>> Empanada (foto): é um tipo de esfirra que pode ter queijo, frango ao catupiry. A tradicional é com piña, uma carne cozida com cebola. Custa em média $ 500,00 ou R$ 2,00.
>> Cerveza Cristal: patrocinadora oficial do Colo-Colo, o Corinthians do Chile, dizem que é encorpada. Não provei desta iguaria.
>> Guacamole: feito de abacate, esta pasta costuma beijar os pães e até os cachorros-quentes. A dos chilenos é menos apimentada que a dos mexicanos. Não curto abacate, portanto não comi guacamole.
>> Pisco: cachaça bagaceira feita no Chile. Não consumo bebidas de segunda linha.
>> Coca-Cola: servida com menos gás e morna.
>> Cachorro-quente completo: vem com muito tomate picado e os condimentos em cima da salsicha. Um hot-dog normal.
>> Chacarero: é um hamburguer criado a tode, não preensado. Vem com frios e salada.
>> Vinho: especialidade do Chile, em especial da região de Santiago. Santa Tereza, Gato Negro, Carta Vieja, Casillero del Diablo e por aí vai. A uva Cabertnet Suavignon é a marca da região.
>> Pão: de tudo quanto é tipo e cor, acompanha as comidas no almoço e jantar.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

As passagens

Sem as passagens ninguém viaja para lugar nenhum. Ao menos que você queira tentar erguer o dedão ou mostrar a perninha na beira da estrada. Então, mando os preços, empresas e qualidade dos serviços usados. Vale uma dica antes de tudo. É bom comprar sempre com antecedência, chegar nas cidades, apanhar os horários de saída e preços para pensar e comprar o quanto antes.

>> De Candelária a Porto Alegre
Distância: 208 km
Empresa: Viação União Santa Cruz
Valor: R$ 31,60
Compra: Rodoviária de Candelária
Serviço: Tranqüilo. A viagem levou três horas em um busão normal, com calefação e banheiro. O ônibus é semi-direto, só entra em rodoviária. Passou por Vera Cruz, Santa Cruz, Venâncio Aires e Mariante, antes de estacionar em Porto Alegre. É bom comprar a passagem com meia hora de antecedência.>> De Porto Alegre a Santiago
Distância: 2.600 km
Empresa: Pluma
Valor: R$ 315,00
Compra: via internet
Serviço: Foram 40 horas de viagem, mas perdemos seis em aduanas. A previsão era para 36 horas de translado. O ônibus leito, tranqüilo, com banheiro, TV, calefação. A empresa oferece café da manhã e da tarde com bolachas, café e chá. A água e o refri são liberados. Paramos somente em restaurantes ruins e caros na caminho. Em Mendoza deveríamos ganhar almoço, mas a comunicação da empresa falhou. A nota do serviço fica em 7,5 pra passar com gordurinha.

>> De Santiago a Valparaíso e a Santiago de volta
Distância: 112 km ida/ 112 km volta
Empresa: Pullmann Bus
Valor: $ 6.300,00 ou R$ 26,25
Compra: Rodoviária de Santiago, setor intermunicipal (estação de metro Universidad de Santiago)
Serviço: Viagem curta, de uma hora e meia para ir, uma e meia para voltar. No Chile, os ônibus cumprem horários. São hiperpontuais. Impressiona. Só é preciso anteção, porque os carros não possuem box definido. Estacionam, carregam os passageiros e arrancam. Tudo em questão de cinco minutos. Comprar a passagem de ida e volta junto é mais barato. O translado foi tranquilo, em um ônibus convencional, com calefação e banheiro. Bastante confortável. É mais negócio comprar a ida e a volta juntos, que sai mais barato. Comprei as passagens com um dia de antecedência. Para facilitar, peguei o bilhete de volta aberto. Cheguei em Valparaíso e escolhi o melhor horário.

>> De Santiago a Mendoza
Distância: 374 km
Empresa: Andesmar
Valor: $ 17.500,00 ou R$ 72,90
Compra: Rodoviária de Santiago, setor internacional (estação de metro Universidad de Santiago)
Serviço: Foram oito horas de viagem. Ônibus leito, com calefação, TV e banheiro. Água free. A Andesmar oferece café da manhã com alfajor, bolacha e café ou chá ou refri. O lance de ficar ligado no box do ônibus também vale para este caso. É preciso chegar meia hora antes no guichê da empresa para apresentar as passagens e a identidade ou passaporte. Comprei a passagem com dois dias de antecedência.

>> De Mendoza a Buenos Aires
Distância: 1.058 km
Empresa: El Rapido Argentino (com bandeira Andesmar)
Valor: $ 153,00 ou R$ 104,80
Compra: Locutório Telefônica no Centro de Mendoza
Serviço: O El Rápido Argentino é o busão mais barato disponível. Você compra a passagem nas rodoviárias ou nos locutórios da Telefônica que tiverem a bandeira da Andesmar. Semi-leito, o ônbius tem TV, calefação e banheiro. É um busão de dois andares. Embaixo ficam os acentos melhores, com banco de couro e mais caros. O El Rapido dá café da manhã (alfajor, bolacha e café ou chá ou refri) e uma janta, que na verdade é um lanche reforçado. São dois sanduíches, mais bebida. A viagem levou 15 horas, pois pegamos o pinga-pinga. O busão direto leva em torno de 11 horas. O Coche y Cama sai na casa dos $ 228,00 ou R$ 156,00. Comprei a passagem com dois dias de antecedência.
>> De Buenos Aires a Colônia do Sacramento
Distância: 170 km
Empresa: Buquebus
Valor: $ 93,00 ou R$ 72,90
Compra: Terminal Buquebus, Buenos Aires (Puerto Madero)
Serviço: Única viagem que não foi de busão. Este translado foi de navio. A viagem entre Buenos Aires e Colônio, via Rio da Prata, durou três horas no barco Ilha Isabel. O barcão é balsa para carros no andar -1, tem free shop, bar e fliperama no térreo, lancheria e assentos tipo de avião no 2 e terraço no 3, com bar. A partida é dada em Puerto Madero e funciona como avião. Você compra as passagens, faz check-in, passa na imigração e embarca. Para sair do navio vale o mesmo. Teve show de tango durante o passeio/viagem. Há outra opção de navio que faz o mesmo trajeto em uma hora. Comprei a passagem com um dia de antecedência.

>> De Colônia a Montevidéu
Distância: 177 km
Empresa: Turil
Valor: $ 173,00 ou R$ 17,30
Compra: Rodoviária de Colônia
Serviço: A rodoviária fica a três quadras do terminal fluvial e a cinco do centro histórico. Barbada. A rodoviária tem casa de câmbio, locutório e um barzinho caro demais. Ali se guardam babagens, porém as donas cravam a faca. A própria rodoviária tem seu depósito, porém são poucos espaços vagos. A viagem em si dura duas horas e meia, pois o busão é pinga-pinga. Para em lugares remotos do Uruguai. O busão é comum, com calefação e banheiro. Não há lanche. Comprei a passagem na hora.

>> De Montevidéu a Punta e de volta a Montevidéu
Distância: 135 km
Empresa: Cot
Valor: $ 133,00 ou R$ 13,30
Compra: Rodoviária de Montevidéu - Terminal Tres Cruces
Serviço: Comprei a passagem com um dia de antecedência. Em Montevidéu só entra no setor de embarque quem tem passagem, por isso é organizado. Os ônibus não são grandes coisas. Tem banheiro, os bancos são meio velhos e não há calefação. Para se refrescar é preciso abrir a janela. A viagem dura duas horas redondas e passa por outras praias.
>> De Montevidéu a Rivera
Distância: 501 km
Empresa: Turil
Valor: $ 488,00 ou R$ 48,80
Compra: Rodoviária de Montevidéu - Terminal Tres Cruces
Serviço: O melhor busão da viagem. Pelo mesmo valor do ônibus tradicional pegamo o Super Cama, mais conhecido por Coche y Cama. Trata-se de um busão com bancos bem maiores e macios. Os bancos deitam quase em 180º. Somada ao embalo da estrada, a noite de sono é perfeita. Para conseguirmos embarcar nessa, compramos as passagens com dois dias de antecedência e quase não havia mais lugares. A viagem durou seis horas. O busão de dois anadres tem calefação, banheiro e TV. O rodomoço é gentil e lhe chama com educação quando a viagem termina.

>> De Livramento a Santa Cruz
Distância: 500 km
Empresa: São João
Valor: R$ 70,00
Compra: Rodoviária de Santana do Livramento
Serviço: Foi duro. Tivemos que trocar de carro duas vezes. O ônibus que nos levou de Livramento a Bagé tinha banheiro, mas não tinha ar e os bancos eram duros. Foi preciso abrir a janela para resistir ao calor. De Bagé a Cachoeira o busão tinha ar, novinho, com calefação e banheiro. No entanto, tivemos que trocar de carro porque o ar-condicionado pifou. No terceiro carro, com as mesmas características do segundo, chegamos em Santa Cruz. A viagem levou nove horas, pois o busão era pinga-pinga e fez o caminho mais longo, por Bagé, em vez de seguir por Rosário do Sul.

R$ 3,911,49 ou US$ 1.665,00

Aí está o número real da viagem: R$ 3,911,49. Ou passando para dólares, US$ 1.665,00. Este foi o custo para sobreviver durante 18 dias no Chile, Argentina e Uruguai. Com esta soma pagamos passagens, hospedagens, passeios turísticos e a alimentação. Tudo para duas pessoas. O total de R$ 6.733,89 ou US$ 2.865,50 precisa ter o desconto dos presentes e compras pessoais, que são supérfluos dentro da trip. Gastamos R$ 2.822,40 ou US$ 1.200,00. Por isso, R$ 3,911,49 ou US$ 1.665,00 são as sifras reais. Dividido por dois, temos R$ 1.955,95 por pessoa ou US$ 832,50. Dividindo pelo número de dias em trânsito (19) chegamos ao cálculo de R$ 102,93 ou US$ 43,80 por dia e por pessoa. Ponto final!

>> Total: R$ 6.733,89 ou US$ 2.865,50
>> Presentes e compras: R$ 2.822,40 ou US$ 1.200,00
>> Total sem presentes:R$ 3,911,49 ou US$ 1.665,00

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

As contas

A caixa preta foi aberta. Todo os gastos da viagem, desde a preparação até a chegada em Santa Cruz. A caixa registradora, atualizada, revela as despesas da trip mais casca grossa do milênio. Vamos aos números de cada dia, total, total de presentes e total sem presentes, para vermos o que foi preciso realmente para sobrevivermos.

--- Bases de câmbio
Peso chileno: R$ 1,00 vale $ 240,00
Peso argentino: R$ 1,00 vale $ 1,40
Peso uruguaio: R$ 1,00 vale $ 10,00
Dólar: US$ 1,00 vale R$ 2,35

--- Contas
>> Pré-viagem
R$ 630,00 (duas passagens bus POA/SANTIAGO)
R$ 40,80 (farmácia 1)
R$ 26,00 (farmácia 2)
Total: R$ 764,80

>> Dia 1 - Candelária a Porto Alegre
R$ 67,50 (2 passagens Cande/POA)
R$ 10,50 (táxi rodo casa do Júlio)
Total: R$ 78,00

>> Dia 2 - POA/Federal
R$ 15,00 (táxi casa do Júlio rodô)
R$ 3,50 (2 águas)
R$ 2,00 (Coca-Cola)
R$ 30,00 (2 almoços, 1 Sprite)
R$ 2,00 (água)
R$ 19,00 (galinha e batata frita)
Total: R$ 71,50

>> Dia 3 - Federal/Santiago
R$ 20,00 (2 sanduíches)
R$ 2,70 (2 alfajores)
R$ 12,90 (raviolli) - $ 18,00 AR
R$ 1,00 (doaçao carregador de mala) $ 1,50 AR
R$ 0,50 (banheiro)
R$ 13,00 (táxi rodo/albergue) $ 3.660 CH
Total: R$ 50,10

>> Dia 4 - Santiago
R$ 12,90 (2 torradas, seis empanadas e café com leite) $ 3096,00 CH
R$ 2,50 (2 ingressos exposiçao Rivera e Frida) $ 600,00 CH
R$ 15,84 (hot-dog, bife com fritas e ovo, coca e água) $ 3.801,60 CH
R$ 2,30 (Pepsi) $ 552,00 CH
R$ 12,66 (8 bilhetes de metro) $ 3.040,00 CH
R$ 52,50 (2 passagens ida e volta Santiago/Valparaiso) $ 12.600,00 CH
R$ 145,83 (2 passagens Santigo/Mendoza) $ 35.000,00 CH
R$ 33,00 (rancho para duas pessoas) $ 7.920,00 CH
Total: R$ 277,53

>> Dia 5 - Valparaiso, Vina e Renaca
R$ 83,33 (2 city tours Val, Viña e Reñaca) $ 20.000,00 CH
R$ 29,16 (calça andina) $ 6999,00 CH
R$ 17,25 (2 hamburguers, fritas e Coca-Cola) $ 4140,00 CH
R$ 3,33 (Soda) $ 800,00 CH
R$ 3,15 (3 bifes de burguer e arroz) $ 756,00 CH
Total: R$ 136,22

>> Dia 6 - Santiago
R$ 3,70 (café com leite) $ 888,00 CH
R$ 4,16 (2 bilhetes van Cerro San Cristoban) $ 1.000,00 CH
R$ 7,50 (2 empanadas e Pepsi) $ 1.800,00 CH
R$ 6,60 (2 bilhetes funicular Cerro SC) $ 1.400,00 CH
R$ 9,83 (6 bilhetes de metro) $ 2.360,00 CH
R$ 7,50 (4 bilhetes bus Concha y Toro) $ 1.800,00 CH
R$ 58,33 (2 tours Concha y Toro) $ 14.000,00 CH
R$ 156,00 (3 noites e meia em albergue p/ 2 pessoas) US$ 66,00
R$ 39,95 (2 abridores de vinho e um tapador) US$ 17,00
Total: R$ 293,57

>> Dia 7 - Mendoza
R$ 209,58 (2 passagens Mendoza/Buenos) $ 306,00 AR
R$ 43,83 (2 camas albergue) $ 64,00 AR
R$ 82,19 (2 tours la bodegas) $ 120,00 AR
R$ 2,73 (Coca-Cola) $ 4,00 AR
R$ 3,42 (1h30 de lan house) $ 5,00 AR
R$ 42,46 (rancho 2 pessoas) $ 62,00 AR
R$ 3,42 (carreteiro) $ 5,00 AR
R$ 24,00 (2 azeites de oliva) $ 35,00 AR
Total: R$ 411,63

>> Dia 8 - Mendoza
R$ 178,08 (2 tours alta montanha) $ 260,00 AR
R$ 6,80 (2 entradas Cerro Aconcágua) $ 10,00 AR
R$ 6,16 (3 porta incenso) $ 9,00 AR
R$ 10,27 (manta andina) $ 15,00 AR
R$ 3,42 (amuleto da sorte) $ 5,00 AR
R$ 22,78 (2 massas e 1 Coca) $ 31,90 AR
Total: R$ 227,51

>> Dia 9 - Mendoza/Buenos
R$ 10,95 (2 tours Parque San Martin) $ 16,00 AR
R$ 7,50 (2 panchos e 1 Sprite) $ 11,00 AR
R$ 3,76 (suco e chocolate) $ 5,50 AR
R$ 3,42 (4 sanduíches) $ 5,00 AR
R$ 2,73 (táxi) $ 4,00 AR
R$ 5,47 (2 brincos) $ 8,00 AR
Total: 33,83

>> Dia 10 - Buenos
R$ 17,12 (taxi) $ 24,00 AR
R$ 217,14 (4 noites em albergue para 2 pessoas) $ 304,00 AR
R$ 20,00 (salada, bife e Sprite) $ 28,00 AR
R$ 2,57 (4 fichas bus) $ 3,60 AR
R$ 28, 57 (2 camisetas) $ 40,00 AR
R$ 7,14 (7 imas de geladeira) $ 10,00 AR
R$ 21,42 (tour Bombonera) $ 30,00 AR
R$ 2,14 (foto Caminito) $ 3,00 AR
R$ 1,96 (Coca-Cola) $ 2,75 AR
R$ 27,14 (rancho mercado) $ 38,00 AR
R$ 1,78 (lan house) $ 2,50 AR
R$ 3,50 (ligacao Brasil) $ 4,90 AR
R$ 5,57 (taxi) $ 7,80 AR
Total: R$ 356,05

>> Dia 11 - Buenos
R$ 2,57 (4 fichas bus) $ 3,60 AR
R$ 11,07 (2 burguers e fritas) $ 15,50 AR
R$ 7,14 (2 tours jardim japones) $ 10,00 AR
R$ 57,14 (2 cortes de cabelo) $ 80,00 AR
R$ 22,71 (2 tours Zoo) $ 31,80 AR
R$ 7,07 (táxi) $ 9,90 AR
R$ 71,50 (pen-drive 4GB) $ 100,00 AR
R$ 100,00 (2 espetaculo tango) $ 140,00 AR
R$ 1,42 (bandaid) $ 2,00 AR
R$ 1,78 (lan house) $ 2,50
R$ 3,17 (ligacao Brasil) $ 4,45 AR
Total: 285,57

>> Dia 12 – Buenos
R$ 10,71 (porta retrato) $ 15,00 AR
R$ 10,71 (cuia) $ 15,00 AR
R$ 10,71 (garrafa) $ 15,00 AR
R$ 145,71 (2 espetos corridos e 2 Cocas) $ 204,00 AR
R$ 132,85 (2 passagens buquebus Buenos/Colonia) $ 186,00 AR
R$ 35,00 (blusinha) $ 49,00 AR
R$ 2,57 (ligacao para Brasil) $ 3,60 AR
R$ 13,57 (whooper Burguer King) $ 19,00 AR
Total: R$ 361,83

>> Dia 13 – Buenos
R$ 15,00 (3 bonecos em miniatura) $ 21,00 AR
R$ 14,28 (CD de Tango) $ 20,00 AR
R$ 27, 85 (blusa feminina) $ 39,00 AR
R$ 27,85 (camiseta masculina) $ 39,00 AR
R$ 35,00 (blusa feminina) $ 49,00 AR
R$ 35,00 (blusa feminina) $ 49,00 AR
R$ 56,42 (blusa feminina) $ 79,00 AR
R$ 17,50 (whooper e burguer) $ 24,50 AR
R$ 3,57 (2 casquinhas Mac) $ 5,00 AR
R$ 75,00 (mochila) $ 105,00 AR
R$ 27,14 (rancho mercado) $ 38,00 aR
R$ 2,57 (Pomelo) $ 3,60 AR
R$ 107,00 (bermuda) $ 150,00 AR
R$ 270,00 (tênis) $ 378,00 AR
Total: R$ 714,18

>> Dia 14 – Buenos/Colonoia/Montevideu
R$ 8,57 (táxi) $ 12,00 AR
R$ 129,25 (perfume, desoda e necessaire) US$ 55,00
R$ 34,60 (2 passagem Colonia/Montevideu) $ 346,00 UR
R$ 20,00 (guarda volumes) $ 200,00 UR
R$ 16,00 (4 panchos e 1 Fanta) $ 160,00 UR
R$ 3,00 (Pomelo) $ 30,00 UR
R$ 10,00 (tour Colonia) $ 100,00 UR
R$ 3,00 (2 bilhetes farol de Colonia) $ 30,00 UR
R$ 2,60 (2 tickets bus) $ 260,00 UR
R$ 3,00 (lan house) $ 30,00 UR
R$ 0,65 (ligacao) $ 65,00 UR
R$ 0,65 (ligacao) $ 65,00 UR
R$ 2,5 (água) $ 25,00 UR
R$ 9,00 (2 MacBacons) $ 90,00 UR
R$ 2,2 (ligacao) $ 22,00 UR
Total: R$ 245,02

>> Dia 15 – Montevidéu
R$ 13,00 (almoço) $ 130,00 UR
R$ 2,8 (2 tickets bus) $ 28,00 UR
R$ 2,5 (água) $ 25,00 UR
R$ 1,2 (água) $ 12,00 UR
R$ 38 (rancho mercado) $ 380,00 UR
R$ 6,00 (museu Centenário) $ 60,00 UR
R$ 30,00 (2 ingressos Nacional x Peñarol) $ 300,00 UR
R$ 93,60 (2 passagens Montevidéu/Rivera) $ 936,00 UR
R$ 2,5 (lan house) $ 25,00 UR
R$ 53,20 (2 passagens ida e volta Montevideu/Punta) $ 532,00 UR
Total: R$ 242,80

>> Dia 16 – Punta
R$ 22,40 (8 tickets de bus) $ 224,00 UR
R$ 5,80 (gase e esparadrapo) $ 58,00 UR
R$ 5,00 (sorvete) $ 50,00 UR
R$ 9,00 (2 McBacons) $ 90,00 UR
R$ 2,60 (lan house) $ 26,00 UR
R$ 15,00 (aluguel de guarda-sol) $ 150,00 UR
R$ 12,00 (caixa Bocaditos) $ 120,00 UR
R$ 149,00 (camisa selecao Uruguai) $ 1.490,00 UR
R$ 40,00 (shampoo) $ 400,00 UR
Total: R$ 260,08

>> Dia 17 – Montevidéu
R$ 16,60 (2 pizzas) $ 166,00 UR
R$ 80,00 (bermuda) $ 800,00 UR
R$ 59,00 (camiseta) $ 590,00 UR
R$ 1,80 (pancho) $ 18,00 UR
R$ 4,00 (café, suco e meia-lua) $ 40,00 UR
R$ 2,50 (empanada) $ 25,00 UR
R$ 9,40 (6 tickets bus) $ 94,00 UR
R$ 15,40 (2 McBacons, 1 Coca, 1 sorvete) $ 154,00 UR
R$ 52,00 (rancho mercado) $ 520,00 UR
Total: R$ 240,07

>> Dia 18 – Montevidéu
R$ 3,40 (fritas Mac) $ 34,00 UR
R$ 3,50 (El País) $ 35,00 UR
R$ 1,70 (Coca-Cola) $ 17,00 UR
R$ 2,50 (água) $ 25,00 UR
R$ 5,20 (3 tickets bus) $ 520,00 UR
R$ 3,00 (Sprite) $ 30,00 UR
R$ 33,30 (1 Chivito, 1 Entrecot, 1 Coca) $ 333,00 UR
R$ 10,00 (táxi) $ 100,00 UR
Total: R$ 62,60

>> Dia 19 – Rivera/Casa
R$ 12,00 (táxi) $ 120,00 UR
R$ 16,00 (2 baurus e 1 Sprite) $ 160,00 UR
R$ 23,50 (2 panchos, 1 chivito, 1 Coca) $ 235,00 UR
R$ 1,50 (água) $ 15,00 UR
R$ 125,00 (perfume 212) US$ 60,00
R$ 123, 75 (perfume Polo Black) US$ 57,00
R$ 528,75 (câmera Sony e Memory Card 1GB) US$ 225,00
R$ 31,00 (3 garrafas de vinho) US$ 14,40
R$ 15,00 (caixa de alfajor) US$ 6,80
R$ 592,50 (relógio) US$ 235,00
R$ 4,50 (táxi) $ 45,00 UR
R$ 140,00 (2 passagens Livramento/Santa Cruz)
R$ 1,75 (água)
R$ 1,50 (água)
R$ 5,00 (pastel e Cheetos)
Total: R$ 1.621,00

>> Total: R$ 6.733,89 ou US$ 2.865,50
>> Presentes: R$ 2.822,40 ou US$ 1.200,00
>> Total sem presentes:R$ 3,911,49 ou US$ 1.665,00

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Albergues III - MilHouse Avenue

Um luxo. Localizado na Avenida de Mayo, 1249, é a filial da matriz localizada na Hipólito Yrigoyen, 959. A localização do MilHouse Avenue é muito boa. Fica a cinco quadras do Obelisco, a seis da Casa Rosada, duas do Congresso, quatro da Calle Florida e dez do bairro de San Telmo. Pagamos $ 38,00 por cabeça e por noite, mas valeu o investimento de R$ 27,14 por pernoite. Há opções mais caras, como o quarto de casal, a R$ 119,00 a noite.

O albergue tem oito andares, contando o subsolo, onde fica a cozinha, toda de inox e com uma geladeira (há apenas quatro panelas), os banheiros feminino e masculino, mesas e a sala de TV. São dois sofás e três poltronas na volta de uma TV de plasma de 42 polegadas. No térreo fica a recepção, o bar, a mesa de sinuca, de ping-pong e as mesinhas. Há um mesanino com sofás e os dois computadores. A internet é boa, nada demais. O térreo também tem duas cabines telefônicas para ligações locais e internacionais. No térreo de degusta o belo café da manhã, livre, com suco, leite, café, geléia, manteiga, mumu, laranja, sucrilhos, pão de centeio e pão branco. Detalhe: os pães vêm quentinhos de um forno, derretendo a manteiga. Perfeito!

O albergue tem programação interna legal, como aulas de tango e festinhas com outros hostels. Cada andar tem seu banheiro, o que não é muito bom. Das 21 às 11 horas a desgraça vive no banheiro, que fica sujo. Depois melhora. O locker fica no quarto e cada pessoa precisa ter o seu cadeado. Ficamos num quarto para seis pessoas. São três beliches, com colchões bem fofos. Você ganha a roupa de cama. Os quartos têm dois ventiladores e alguns climatizador. O check-in rola às 13 horas e o chek-out até as 11. O MilHouse tem porteiro próprio e câmera de segurança para a rua. Recomendo este hostel!

Albergues II - Mendoza In

Disparado o pior albergue. Um desastre. O Hosteling Mendoza ou Mendoza In (Calle España, 343) tinha tudo para ser um lugar e tanto. Pertence a rede HI, conceituada e com hostels em todo o mundo. O prédio de dois andares, com uma pintura muito louca e jovem na fachada é só enganação. A galera do balcão é muito atrapalhada, os quartos para cinco ou seis pessoas são pequenos e os colchões finos. Cada quarto tem seu banheiro, o que, dependendo dos colegas de quarto, pode ser bom ou não. Pagamos $ 32,00, porém o preço certo é $ 38,00 por cabeça e por noite, cerca de R$ 27,14.

Os computadores são velhos e a conexão é uma tartaruga. As duas cozinhas disponíveis são sujas, um pavor. A fotinho abaixo não deixa mentir. As geladeiras desorganizadas e o pessoal que gerencia a bagunça não tá nem aí. Na nossa estadia, uma geladeira estragou, os caras colocaram outra estragada e deixaram tudo dentro. O cheiro era insuportável. O café da manhã é razoável. Tem pão, media-luna, suco, leite, café, sucrilhos, geléia e mumu liberados.

O bacana do albergue é o Carajo Bar, um barzinho dentro do hostel que faz festas com outros albergues. As festinhas são quentes. A localização também é ruim. Não fica nem perto da rodoviária (sete ou oito quadras) e nem perto do centro (cinco quadras). O hostel tem lavanderia, mas não arrisquei colocar minhas coisas lá. Os lockers são nos quartos e você precisa ter seu próprio cadeado. No locker da Mogui tava cheio de formigas. O check-in rola às 10 horas, mesmo horário do check-out. Se você vazar após esse prazo, pode realizar o check-out e deixar as malas no depósito do albergue. Do mesmo, se você for a Mendoza, não fique neste lugar. Procure outro.

Albergues I - Plaza de Armas

Utilizamos albergues em Santiago, Mendoza e Buenos Aires. Em Montevidéu ficamos na casa de um amigo e acabamos poupando. Em Santiago nosso logradouro Compañia, 960, apartamento 607. O Plaza de Armas Hostel matou a pau. Localizado no sexto andar de um prédio antigo na Plaza de Armas, no centrão da capital chilena, nos permitiu conhecer todo o centro andando. A três quadras para a direita e duas para outra vez para direita fica o Palacio de la Moneda. A três quadras para cima, fica o Mercando Central. A Catedral de Santiago fica na Praça de Armas. Lojas, McDonalds, barraquinhas, artesanatos, casas de câmbio, tudo é perto.

Pagamos US$ 9,00 ou R$ 21,15 por noite e por cabeça em um quarto coletivo/misto para dez pessoas. As camas são beliches, com colchões bem confortáveis. Os banheiros são divididos por sexo e função. Tem local só para excrementos e outro só para banhos. A cozinha é de inox e há duas geladeiras. A galera compra suas coisas e identifica-as com seu nome. Todo mundo se respeita.

Há duas salas de TV, com bons sofás. A limpeza é o forte do albergue. As faxineiras capricham. O hostel também tem três computadores novos com acesso à internet. A conexão é boa. Ah, a vista da sacada é linda à noite. Tem dois terraços pequenos em que a galera se reúne para beber e jogar conversa fora. O único ponto ruim do albergue é o café da manhã, que custa US$ 4,00, um absurdo. A lavanderia custa US$ 5,00. Já os lockers são espaçosos e de graça, basta dar US$ 2,00 e pegar a chave. Ao fazer o check-out, você recebede de volta a grana. O check-in rola até meio-dia, assim como o check-out. Recomendo o Plaza de Armas.

Merendinha

Mamãe fez uma merendinha para Guilherme. Mamãe fez outra merendinha para Moguinha. Salvaram a pátria em alguns momentos os lanchinhos importados do Brasil. As barras de cereal, os salgadinhos e Nescau bola morreram nas nossas barrigas em alguns momentos da viagem. Barra de cereal é arriscado, porque tem sementes e pode não passar nas alfândegas. Não tivemos problemas, mas é melhor não arriscar em alfândegas.

Já as bolachas Club Social viraram farelo na mochila. Comi duas de um pacote com seis. Poderia ter aproveitado melhor. A Moguinha levou massa sem glúten, devorada por nosotros, bolo, biscoitos, tudo sem glúten. Comeu tudo nos primeiros dias. Uma merendinha pequena faz a diferença, principalmente na viagem de ônibus. Ajuda a economizar alguns tostões.

Farmacinha

No Brasil se compra remédio sem receita. Aproveitamos isso. Levamos Buscopan, para dor e enjoo, Cataflan como antiinflamatório, Dramim também para enjoo e para facilitar o sono, e Aspirina. Pronto. No Chile e na Argentina você não compra nada sem receita. Um amigo que fizemos em Santiago precisava de um antiinflamatório, mas teve que consultar para obter a receita. A consulta custou $ 18.000,00 ou R$ 75,00. Os remédios foram úteis. Só faltou na nossa farmacinha gase, esparadrapo, água oxigenada, bandaid, enfim, utensílios para socorrer cortes ou bolhas. Tivemos que comprar gase, esparadrapo e bandaid na Argentina.

Cadeados


Foram de grande valia. Em alguns albergues havia locker, a armário gigante das malas, porém sem chave e cadeado. Os dois que levamos nos salvaram nestas situações. Em Santiago, o hostel tinha chave no locker. Em Mendoza e Buenos Aires não. Daí os cadeados que usávamos na malas acabaram fechando os armários. Os cadeados também deixam o cara tranqüilo nas viagens, pois você os bate e as malas não serão abertas. Se forem, você percebe logo e aciona as autoridades responsáveis. O mesmo vale em qualquer guarda-volumes ou depósito de bagagem. Outra coisa, o cadeado no exterior era mais caro. No Brasil pagamos R$ 3,00 por cada um. Só pelo amor de Deus, não percam as chaves ou levem as reservas.

Doleira

Foi de grande valia. Guardei o dinheiro, os passaportes, demais documentos, cartões de crédito e débito, além de documentos de entrada e saída dos países. Discreta, entre a cueca e a bermuda, não fazia volume. As moedas eu deixava no bolso, junto com notas pequenas, para evitar ficar abrindo a doleira em feiras, lanchonetes na rua ou grandes filas. A doleira da Mogui não deu para usar. Roupa feminina é muito justa e o utensílio fazia volume, além de apertar. Acumulei tudo na minha. Fica a dica. Mulher usa doleira no inverno, quando a roupa é grande e mais larguinha.

Necessaire


A Moguinha, como menina, usou tudo que tinha na necessaire e mais um pouco. Eu, como menino, também. Shampoo, condicionador, creme para cabelo, gilete e sabonete. Básico. O perfume ficou na frasqueira da Mogui, junto com o protetor solar. Usamos um tubo e meio para duas pessoas. Os cremes para mão e hidratante a Mogui usou raramento, mas mulher não sai de casa sem essas coisas. Azar o delas. Deixei a frasqueira gigante na mochila dela. Como não molhavam, nossas necessaires não deram problema depois dos banhos. Foram excelentes. Para os mais precavidos ainda, sugiro colocar os shampoos e cremes dentro de sacos dentro das frasqueiras. Durante a trip nada vazou, mas se tivesse vazado teria dado meleca.

Malas

Vamos ao peso. Levamos duas malas de mão, com rodinha, e duas mochilas. Coms os regalos agregados durante a trip, precisamos comprar outra, que foi o presente do meu irmão, mas acabou virando utensílio de sobreviviência. A quantidade de malas foi ideal. Dividiu bem o peso entre as costas e os braços. No entanto... poderíamos ter ficamo com menos peso.
Eu levei na mala sete cuecas, seis pares de meias, duas fronhas, dois jeans, uma bermuda, um blusão, um canguru, dois calções e nove camisetas. Ainda entrou um casaco da Mogui, quatro toalhas e meu All Star. As camisetas usei todas, as cuecas e meias também, algumas mais de uma vez (foram lavadas no banho, claro). Já os jeans só ocuparam espaço. Usei calça um dia, em Buenos Aires. Poderia ter usado na Cordilheiro. Só. Um canguru é suficiente, dois foi exagero. Conversando com a galera dos albergues, surgiu uma idéia ótima. Levar algumas camisetas velhas para viagem e ir jogando fora ou dando os panos sujos. Alivia o peso da mochila. Boa ideia.

No caso da Mogui, ela levou duas blusas compridas, três vestidos, dois biquínis, sete blusinhas, dois shorts, três regatas, uma bermuda, um jeans, um pijama, um All Star, um sapato, um guarda-chuva, um ferro de passar, uma chapinha, um secador de cabelo, um carregador de celular, três sutiãs, 11 calcinhas e seis pares de meias. Moguinha usou tudo, menos o casaco que ficou na minha mala. Só teve dificuldades com as blusas de alcinha devido ao sol forte. No mais, foi bem. O ferrinho não foi usado, poderia ter sido descartado. O guarda-chuva é preciso. Não usamos porque não pegamos chuva, mas é um item de sobrevivência. Ah, ia esquecendo. Ainda teve dois travesseiros levados na mão.

Preparativos


A preparação para a viagem foi ok. Comecei a planejar o mochilão em agosto, conversei com amigos, que foram desistindo, até bater o martelo em novembro, quando o roteiro já estava pronto. Há duas semanas da viagem comprei as passagens de ônibus no site da Pluma, por R$ 315,00 cada. Junto procurei um albergue em Santiago, a primeira parada da trip e com dia certo para chegar. O prazo foi tranquilo. Quem sabe eu poderia ter visto a passagem antes ou o albergue, mas, pelas indefinições quanto a férias de trabalho, ficou bom. Sobravam vagas no busão. A grana foi levantada toda com antecedência, poupando durante cinco meses e com o auxílio integral do 13º salário. Moguinha trabalhou para erguer um pouco e pediu ajuda da sua mamãe. Neste quesito deu tudo certo.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Passando a régua

A partir deste post, passo a régua no Me fui pro Chile. Vou descrever o que foi furada, o que deu certo, apresentar custos certinhos, divididos por dia. Então, famos ao serviço do mochilão!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Aos novos amigos

A trip, como de costume, nos apresenta novos amigos. São companheiros de viagem que surgem do nado, dividindo a essência de alças e o escudo brasileiro no peito. Brasileiro não desiste nunca e sempre estende a mão. Na nossa viagem foi assim desde o embarque. Na parada para o almoço, em São Gabriel, descemos do busão da Pluma e já fizemos dois amigos que seriam fiéis nos próximos dias: Sumire (gaúcha) e Marcos (paulista). Na parada seguinte, em Uruguaiana, já teve o Washington (paulista) e o Fernando (mineiro). Na janta, em Federal, na Argentina, somou-se o Vladimir, nosso guia turístico boliviano em Santiago e Valparaíso.

Em Santiago conhecemos um catarinas gente boa demais. Felipe, Marco e Mathias, além de dois paulistas, o André e o Léo. Fizemos uma confraria do vinho no albergue. Na saída do Chile, o Marcos seguiu para o Atacama e a Sumire foi conosco para Mendoza. Lá conhecemos o Rafael, um carioca figuraça, mochileiro de mão cheia, digo, passaporte cheio. Um piadista, divertiu a viagem naqueles dias. Também teve o Marcelo, um paulista gente boa. Também teve a Luana, outra paulista, que conhecemos na última manhã na cidade. Ela que nos indicou o lugar para cortar o cabelo.

Em Buenos Aires surgiu mais gente. Foi uma galera, toda de São Paulo. Rodolfo, Bruno e Matheus vieram de Santo André; Xandão da capital. Jantamos juntos e demos boas risadas. Em Montevidéu teve o Efra, seu filho Gaston e sua esposa Susi. Todos grandes amigos que conhecemos na trip. Um salve para todos.

Okeizitos


Isso eu achei em Montevidéu, no Uruguai. Só seria possível lá. Quem nunca degustou um pacote salgado de Okeizitos. A iguaria, geralmente vendida em rodoviárias ou vendas pequenas, matou a fome - e aguçou a sede - de muitas crianças. Puro sal e farelo, o salgadinho que honra seu nome era uma desgraça. Um salve para o Okeizitos.

Digo, dorminhocos


Disse certa feita que a Moguinha dormia demais. Pois é. Ela também tinha um parceiro de ronco. Claro que com números de sono bem mais modestos, mas também dorminhoco. E daqueles que babam e ficam de boca aberta. o flagra foi da colega de mochila Sumire, durante a volta de Valparaíso para Santiago.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A dorminhoca



Moguinha tem fama de dorminhoca. Na trip para Europa dormiu 12 horas seguidas no vôo entre Roma e Buenos Aires, deitada feito feto no meu colo. O vôo durou 14 horas. Na trip do busão, ela não fez jus a fama. Na ida, nas 40 horas, dormiu tranqüila. Foi umas 12 horas. Nos tours para Valparaíso, que duraram três horas, dormiu duas. De Santiago a Mendoza foi umas seis, de Mendoza a Buenos Aires 12. No Buquebus mais duas, de Colonia para Montevidéu uma e meia, de Punta para Montevidéu e vice-versa três (100% de aproveitamento). Foram mais seis de Montevidéu a Rivera e sete de Livramento a Candelária, num total de oito horas de viagem. Ao todo, foram 50 horas de sono dentro de um busão. Um recorde!

Bocaditos e alfajores



Qualquer tour que passe por Argentina ou Uruguai obrigatoriamente precisa ter bocaditos e alfajores. As bolachas com doce de leite e cobertas por chocolate são deliciosas, derretem na boca, aquecem a boca e se vão ao estômogado. Quase um orgasmo. O alfajor bom e barato de melhor preço foi encontrado em Punta del Leste. Dezesseis unidades do Alfajor Negro custava R$ 9,00. Do Bocadito, que é só chocolate e doce de leite, saía por R$ 15,00, preço do Alfajor Negro em Rivera. Do mesmo, vale o investimento. É bom demais. Na volta para casa, nosso lanche teve água mineral com bocadito. Bom demais!

A última refeição



Nossa última refeição em terras estrangeiras foi típica do Uruguai. No restaurante La Leña, em Rivera, Moguinha pediu um chivito ao prato. Veio fritas, salada de maionese, salada verde, bacon, presunto, ovo e um bifão com queijo. Regadaço! Eu pedi dois panchos, o hot-dog uruguaio, com uma salsicha maior e muita mussarela. Caprichei na mostarda. A Moguinha, pra variar, não comeu tudo e eu tive que fazer o esforço, o favor, de comer o chivito.

Na Fronteira



Em Rivera o dia foi rapidinho. Chegamos às 6h35 e saímos às 13h15 de São João. O ônibus fez a volta no Rio Grande. Em vez de seguir reto para Rosário, dobrou e foi a Bagé, para depois ir a Cachoeira, dobrar para Candelária, Vera Cruz, Santa Cruz e aí por diante. Trocamos três vezes de busão porque o ar-condicionado não funcionava. Deu saudade do Super Cama da Turil.

Super Cama



Nosso último busão em solo uruguaio foi cinco estrelas. Compramos o destino Montevidéu/Rivera pela Turil na classe Super Cama. É o mesmo preço da normal. As duas passagens custaram R$ 49,00. O Super Cama é chamado de Coche e Cama. É um busão com um banco que deito feito cama, fofo e macio feito cama. Perfeito para dormir. O embalo do busão, o assento confortável. Acordei só em Rivera, às 6h35.

Pôr do sol no Prata



Montevidéu é um estuário, ou seja, recebe águas de um rio e um ocenano. No caso, o Rio da Prata e o Oceano Atlântico. A água das praias é verde clara, com correntes marrom do Prata. Talvez isso não tenha nada a ver com o céu do lugar, que é lindo. Ao entardecer o céu ganha três cores. Um azul claro, com um laranja e um azul escuro já encostado na água. As luzes da rambla e dos navios de cruzeiro completam e cena.

O Drop Delis



Eu já ia me esquecendo. Em Punta, comemos o Drop Delis, o sorvete argentino. É um sorvete em bolinhas, tipo sagu, de todos os sabores. Moguinha fez bem seu papel de menina propaganda da iguaria. Custou R$ 5,00 a porcaria, com sabor de tudo quando é jeito.

O clássico



Terminei o almoço do sábado às 16h15, apanhei meus apetrechos e rumei ao Centenário. Fui ver o clássico, digo, os clássicos. Peguei um busão que me deixou a quatro quadras do estádio. Às 16h50 adentrei no palco da primeira Copa do Mundo, em 1930. O Cruzeiro já vencia o Atlético/MG por 1 a 0. No final, deu 4 a 2 para a Raposa, num aquecimento para o que viria depois. Enquanto os mineiros duelavam no campo, as torcidas de Peñarol e Nacional duelavam atrás das goleiras - uma de cada lado.



O duelo era no gogó. Os hinchas do Nacional gritavam, os hinchas do Peñarol respondiam. Foi assim até a entrada das equipes no gramado, às 19 horas. Melhor, o Peñarol fez 1 a 0 aos 15 minutos, com Carlos Buenos, bom atacante por sinal. Brigador e veloz, ele recebeu o passe de cabeça, tocou por cima do goleiro. A bola bateu na trave e ele mesmo conferiu o rebote. Ainda no primeiro tempo, pelos 40, Domingues, do Nacional, foi expulso por tirar o siso do rival com a chuteira. No minuto seguinte, o zagueiro do Peñarol deu um pênalti ao Nacional, convertido por Blanco.

Mesmo com homem a menos, o Nacional foi melhor no segundo tempo.Eu fiquei sentando na lateral do campo, a Tribuna Olímpica, no setor da torcida do Nacional. Eles enlouqueceram. Os gritos são parecidos com os da Geral do Grêmio e Popular do Inter, mas o melhor era "Peñarol cagón, Peñarol cagón, Peñarol cagón"! E deu certo. Lá pelos 30 e poucos, o Peñarol teve um maluco expulso e no lance seguinte Romero apanhou o rebote para virar o jogo. A vitória classificou o Nacional para a final da Copa Bimbo, contra o Cruzeiro. Agora, posso morrer e dizer que vi um clássico casca grossa no Uruguai. Para relembrar, o vídeo traz o gol da vitória do Nacional.

A espera sem fim

No sábado pela manhã, nosso último dia em Montevidéu, chegou a esposa do Efra, a Susi. Muito cordial e gentil, como o Efra, nos convidou para dar um passeio na feira de antiguidades da Peatonal Sarandi, na Cidade Velha. Depois, nos convidou para irmos a Carrasco, conhecer a praia. Tínhamos dúvidas quanto ao serviço coletivo. Na noite anterior um motorista foi assassinado em um bairro da periferia de Montevidéu e a classe divulgou que no sábado não haveria ônibus e táxi na cidade. O que não aconteceu. Havia menos ônbius e táxis na rua, mas havia. Pegamos um até Carrasco. Em meia hora vimos tudo. Era 11h45. Fomos para a parade, esperar o busão da volta. Passaram 15, 20, 30, 40 minutos e nada. O tal 105, que nos levaria de volta ao centro, nao chegava nunca. Deu 1horas, 1h15, 1h35, e nada. Comprei jornal, li, reli as notícias, caminhei, fiz massagem na Moguinha e nada do busão. Às 14h45, após duas horas, surgiu o bendito ônibus. Comendo os dedos de tanta fome, ainda tivemos que esperar a comida ficar pronta. E para ajudar, acabou ao gás. Mandamos para dentro os empanados com pure às 15h50, tortos de tanta fome.

World Trade Center



A Moguinha acordou na sexta e melhorou de prontidão, tanto que fez questão de ir ao Shopping Montevidéu, em Pocitos. Fomos de ônibus. Quase no estabelecimento comercial, vejo duas torres imensas, que pareciam irmãs, gêmeas até. Quando leio a placa, não acredito: "World Trade Center Montevideo". Sim, Osama Bin Laden não implodiu o sonho com dois aviôes. O Uruguai o mantém de pé! Demais!

O Chirrin Chirrion do Diabo

Na mesma sexta em que conhecemos a orla de Montevidéu, Moguinha teve um piripaque. Não foi como aqueles do Chaves, mas a loirinha preocupou. Entupida, banhada no protetor solar, ela começou a ficar vermelha, muito vermelha. Eu achei que era calor misturado com frescura. Mas a coisa piorou e eu me assustei. Já em Pocitos, pegamos um busão de volta. Dos ombros para cima, Moguinha era um vermelhão só. Nem as orelhas escaparam. Tonta e indisposta, chegou em casa, tomou banho e dormiu. Eu fiquei na sala da casa do Efra, de guarda. Um guardo compenetrado... na TV. Fiquei junto com o Gastão, filho do Efra, assistindo a grandes episódios de El Chavo e Chapolin, estrelados pelo grande comediante Chespirito! Foram dois capítulos do Chaves no Restaurante da Dona Florinda e o do Chapolin com a magnfíca história do Chirrin Chirrion do Diabo. Dr. Fausto era velho, sábio, mas queria ser jovem e poderoso. Ele invoca o Seu Madruga, digo, o Diabo, que lhe oferece uma varinha mágia que traz (chirrin) e afasta (chirrion) as coisas. Relembre aí. Assita ao vídeo, chirrin!

Montevidéu e o sol



A praia em Montevidéu é diferente. Há uma avenida atlântica, que eles chamam de rambla, que possui muitos, mas muitos quilômetros. Contorna toda cidade, levando de balneário em balneário. A rua é alta e para chegar na praia é preciso usar escada. Em alguns casos, não há areia. O pessoal fica nos degraus ou nas pedras. Tem gente que usa as abas das escadas como guarda-sol ou armário. É estranho. Já na Praia de Ramirez, Pocitos, Carrasco há areia, coqueiros, prédios. Quando mais para o lado de Pocitos e Carrasco, mais prédios surgem na orla. Do centro até Pocitos dá uma hora de caminhada, mas tem ônibus a $ 14,00 ou R$ 1,40. Vale a pena a caminhada.

Retrospectiva - Em Punta

Bom, a nossa quinta-feira foi em Punta del Leste. Na real, esperava mais do lugar. A orla de Camboriú tem mais prédios e gente circulando. Por culpa do horário, não ficamos à noite no balneário, que, aí sim, ferve. Mas voltando ao dia em Punta, a parte do Rio da Prata é mais bonita do que a parte oceânica. A água é calminha, azulzinha, há pedras, coqueiros, tudo muito tropical e belo. Do outro lado é muita areia e um marzão pouco agitado. O Shopping Punta del Leste não é nada demais, pequeno e sem grandes opções. O alfajor tava barato. A caixa com 16 unidades saía por R$ 9,00 ou $ 900,00. O busão da volta era um caco, sem ar, com bancos velhos. A Cot fez o transporte. Na sequência, algumas fotinhos da passagem por Punta.

Desculpem, mas volto na segunda

As peripécias vividas nos últimos dois dias vão ficar para segunda. Matar as saudades de casa foi a prioridade na primeira noite de regresso ao lar. Então, a partir da manhã desta segunda-feira, novas histórias pipocam no blog. Até.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Em casa!!

Eai, gurizada! Desculpem a ausência, mas fiquei sem acesso ao computador nos dois últimos dias em Montevidéu. Na sequência conto as aventuras destes dias. Cheguei hoje, às 21h50 em Santa Cruz. Peguei o busão ontem à noite de Montevidéu para Rivera, pela Turil. Fomos no Coche e Cama, um busão que a cadeira deita feito cama. Bom demais. Eu e a Moguinha rodamos por Rivera durante a manhã. Chegamos às 6h40 e tivemos que esperar até as 9 para visitar os Free Shops, boa parte fechados. Não vá a Rivera em domingos. Voltamos para casa de São João, que saiu às 13h15, passando por Dom Pedrito, Bagé, Cachoeira, Candelária, onde desceu a Moguinha, Vera Cruz e, enfim, Santa Cruz. Já comi carne e matei um pouco a saudade do pai e da mãe. Finalmente vou dormir na minha cama. Findou-se a aventura dos desbravadores da América.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Boa noite

Atualizado o blog, dou boa noite ao pessoal. Aqui no Uruguai anda dificil de atualizar o Meu fui pro Chile. O Efra nao tem PC em casa e nas lan houses a velocidade é fraquinha. Assim, agradeco a compreensao. Amanha vamos passear em Montevideu, ir na Praia de Pocitos, no shoppinh e comprar outro ingresso para Nacional x Peñarol. No sabado, as 19 horas, Guilherme Mazui e Moguinha verao o classico uruguaio in loco, no Estadio Centenario.

Tenha sempre papel a mao



A trip nos ensina muitas coisas. Uma delas é ter sempre na bolsa um rolo de papel higienico. A comida diferente ou a avalanche de lanches pode dar um reverterio a qualquer minuto. Moguinha é previnida e carrega sempre um rolo por perto. Ontem, me salvou. Fiquei apertado para fazer um numero 2. Eu estava no Parque Central, estadio do Nacional. Tudo muito bonito, mas o banheiro nao tinha papel. Na sede do clube, nao havia nem privada, soh um buraco ao melhor estilo chines. No Estadio Centenario, idem. Nada de papel. Os uruguaios devem ter papel sempre na bolsa ou na mochila, imagino. Pois fomos a um locutorio e, tambem, nao tinha papel. Dai a Mogui lembrou do rolo na nossa mochila. Salvou Montevideu de um acidente nuclear.

Em Punta del Leste

Eai, gurizada! Nossa quinta-feira foi em Punta del Leste, local que, pelos ares e carros circulando na rua, foi feito para mim. Em outra vida devo ter nascido ou marado por la. Impressionante como me identifiquei com o Cassino, os predios gigantes na beira-mar e os carros importados pela rua. Eu e Moguinha saimos cedo, as 6h30. Nosso busao da Cot partiu religiosamente as 7h15. A passagem custou $ 133,00. Foram duas horas de viagem. Chegamos, apanhamos um mapinha e bastou atravessar a rua para acharmos os dedos da Praia Brava. Sacamos as fotos e seguimos viagem para o outro lado, da Praia Mansa, com aguas do Rio da Prata. Vimos o porto, a marina e depois fizemos uma entrada para olhar o farol e a Igreja de Nossa Senhora da Candelaria. Ate aqui esse nome nos persegue. Dando o tour, fomos ao shopping e depois na praia. Alugamos um guarda-sol por $ 150,00, dei uns mergulhos num mar gelado e voltamos para casa.

Coisas do Uruguai



Aqui no Uruguai o servico de busao é mais organizado do que no Chile, onde os carros nao sabem o box em que vao chegar e voces precisa adivinhar. Aqui acontece o mesmo, porem na passagem fica marcado o numero do busao. Pronto. Basta ficar atento. Uma coisa diferente foi o adesivo colado no carro da Turil, empresa que usamos para ir de Colonia a Montevideu. Em vez do tradicional e nao cumprido brasileiro "proibidos passageiros em pé", aqui dizia "pasageiros de pé: maximo 18". Engracado, porem verdadeiro.

Jogo rapido em Colonia



Voltando no tempo, para terca-feira, dou a barbada da Colonia do Sacramento. A cidade criado pelos portugueses e motivo de inumeros tratados com os espanhois, tem uma centro historico bacana. Voce passa pela porta e rota com um mapinha seis museus, um farol, uma igreja e muitas casas antigas, do seculo 17. Esse centrinho voce mata em cerca de 1h30. Depois, a cidade tem uma praca de touros desativada, que fica a cinco quilometros do centro historico. Da pra alugar uma bike, moto, carrinho de golfe ou ir de busao. A passagem sai por $ 13,00, ou R$ 1,30. Em tres horas voce mata tudo isso e pode vazar.

Cuidado com o Fusca



Os fuscas estao por todo os lados no Uruguai, um país que em alguns momentos parece viver num filme da década de 80, 70, sei lá, no passado. Cacando comida na Ciudad Vieja, eu e Moguinha desbravávamos as ruas. De repente, um choque. Um grito de dor vindo da boca de uma loira muito gente boa. Um fusca atacou Moguinha. Caindo os pedacos, o carro guerreiro ficou paradinho, sorrateiro com seu parachoque enferrujado, à esperda da loira, que, desatenta, tropicou. Cuidado. Em Montevideu os fuscas atacam.

Sempre os benditos pés

Já falei e nao canso de repetir: pé de mochileiro sofre. Tenho bolhas nos dois agora e a Mogui tem uma enorme, bem no meio do pé direito. Ontem furamos as bolhas para secar e resolvemos andar um pouco de chinelo. Ajudou em parte. As bolhas diminuíram, mas seguem presentes.

Curioso demais

Passando pelas ruas de Montevideu, em especial pela Ciudad Vieja, a quantidade de bosta de cachorro na rua impressiona. No entanto, ha poucos cuscos transitando sem dono. Diferente do Chile e da Argentina, onde os perros concorriam com as pessoas no espaco publico. So que nestes lugares nao havia presentes espalhados pelo caminho. O campo minado esta aqui. Cuidado onde voce pisa.

Nosso amigo Efra



Aqui em Montevideu estamos parando na casa de um amigo da minha familia, o Efrain, vulgo Efra. Fica a tres quadras da Avenida 18 de Julho e a duas quadras da rambla. O Efra eh um cara gente boa demais, muito gentil e amigo. Aqui, cedeu sua cama para que eu e a Moguinha pudessemos dormir bem. Na terca, nos esperou com pizza. Seu filho Gastao, tambem. Sua esposa Susi chega no sabado. Ontem foi a Moguinha que cozinhou adivinhem o que? Massa! Com atum! Mas desta vez teve um plus, um picadinho de legumes comprado no mercado. E dai o Efra trouxe cerveza, duas garrafas de um litro de Patricia. Bom demais!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Montevideu



Montevideu anda velha e suja. Demais. Nosso tour comecou pela Praca da Constituicao, onde esta o monumento para Artigas, o libertador do Uruguai. Depois visitamos toda a parte chamada Ciudad Vieja. Sao predios historicos, bonitos, pero nada demais. Vimos o Mercado del Puerto e no final da manha fizemos a visita guiada pelo Teatro Solis. Isso sim valeu a pena. Nas quartas as visidas sao de graca, nos outros dias custam $ 40,00, ou R$ 4,00.

No almoco teve chivito, o xis do Uruguai, que nao eh preensado e vem com batata frita junto. Na sequencia a Mogui foi pro shopping e eu para o Estadio Parque Central, do Nacional. Visitei o estadio e a sede do clube, duas quadras acima. Depois fui ateh o Centenario, onde rolou a primeira Copa do Mundo.De passeios, por hoje, era isso. Amanha vamos para Punta del Leste. Jah compramos as passagens. Custaram $ 133,00 cada, soh ida. A volta saiu o mesmo valor. Na fotinho, os restos do Artigas.

Grande detalhe, no sabado vou ver o classico uruguaio entre Peñarol e Nacional, no Centenario. Vai ser as 19 horas. Jah comprei o ingresso! Antes, na preliminar, rola o classico mineiro, Cruzeiro e Atletico.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Estamos no Uruguai!

Eai, gurizada! Chegamos hoje as 12h30 em Colonia do Sacramento, no Uruguai. Fizemos a travessia de Buquebus, um navio show de bola. Levou tres horas para cruzar o Rio da Prata. Nossa ultima noite em Buenos Aires foi no shopping Alto Palermo, um lugar bacana.

Ja na viagem, a Moguinha puxou um ronco e eu fiquei olhando a paisagem e o show de tango que teve no barco. Muito bonito, envolvente, sensual, enfim, um tango argentino. Colonia eh uma cidade pequena. Tem um centro historico de 1600 e alguma coisa, que voces conhecem rapidinho, em questao de uma hora e meia. A cidade tambem tem uma praca de touros abandonada. Eh uma ruina, mas eh legal.

As passagens para Montevideu estao compradas. Tinhamos reservado lugares para as 20 horas, porem nao temos nada para fazer e trocamos para as 18. Na capital do Uruguai vamos ficar na casa de um amigo meu, o Efrain, vulgo Efra. Ele vai nos buscar na rodoviaria. Boa sorte!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Quem nao tem colirio usa oculos escuro



Em Buenos Aires nao ha praia. Por falar nisso, as praias hermanas sao bem meia-boca. Por isso eles invadem Santa Catarina. Pero, mesmo sem areia e mar por aqui, eles improvisam. Sem agua, tomam banho de sol na grama, no seco. Eh como se fosse na praia, soh que com outro lugar. Eles usam canga no chao, botam biquini, tudo igualzinho a praia. Vai entender.

Quilmes com alfajor



De volta ao hostel, depois de rodar a Calle Florida e comprar alguns regalos, resolvi convidar a Mogui para um happy hour na sacada do quarto. Compramos uma garrafa de um litro de Quilmes no mercado e dois saquinhos com tres alfajores da Milka. O hostel nao permite a entrada de bebidas alcoolicas, mas demos o famoso jeitinho brasileiro usando a mochila. Como meu cortador de unha eh abridor tambem, destampamos a garrafa e salud! A Mogui soh beijou o copo. Tomei sozinho o um litro de cerveza e fiquei meio alegrinho. Na fila para usar o computador no albergue, dormi. Agora vamos ao shopping de Palermo dar um passeio.

Last day in Buenos Aires

Hoje, segunda-feira, eh nosso ultimo dia de passeio por aca. Vamos ao Congresso, a Catedral e voltar a Calle Florida. O dia tera comprar de regalos para nossos amados parentes. A noite vamos bolar algo mirabolante. Amanha, as 9h30, sai nosso buquebus para Colonia. Adios, Argentina, Hola, Uruguai!

Pes e panturrilhas

Agora, alem dos pes, as panturrilhas incomodam. Ja furei todas as bolhas do pe esquerdo, pero, minha panturra esquerda esta me matando. Ao fazer o movimento para andar, tenho dores. Ando mancando por Buenos Aires. Mogui idem, soh que a bolha eh na planta do pe. Parecemos dois mancos a passear pela capital argentina.

Causos da trip

Tao fluente em seu portunhol como eu,Moguinha mirou una chica, bem chica, comendo pipocas e jogando algumas para as pombinhas. El padre de la chica dice para ella - "cuide las palomas". Moguinha, esfomeada, olhou bem e perguntou. "Pipoca eh paloma?" Nao, Mogui, paloma eh bomba, mas dependendo, as pipocas tambem voam em Buenos Aires.

Sensaciones del Tango



Buenos dias, muchachos. Acordo na boa, depois de uma boa noite de sono e de mirar o espetaculo Sensaciones del Tango, no tradicionalissimo Cafe Tortoni. Este eh o cafe mais antigo de Buenos Aires, fica na Avenida de Mayo, a mesma rua do albergue. O show, em uma bodega subterranea, durou 1h15, com dancas, musicas, sapateado e boleaderas. A banda usava gaita, violoncelo, piana e violino. Demais. Toda o drama, a tragedia, a dor do tango foi passado aos expectadores, diga-se de passagem, todos estrangeiros. Quem vier a Buenos Aires deve ir ao Cafe. Se nao for para mirar um tango, ao menos para beliscar algo. A decoracao eh linda.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Vamos ao tango

Agora, as 21 horas, eu e Moguinha vamos mirar um espetaculo de tango no Cafe Tortoni, um dos pontos mais tradicionais de Buenos Aires. Custou $ 70,00 por cabeca, sem a comida. Casas com espetaculo, comida e aula de tango cobram $ 180,00. Estouraria nosso orcamento.

Olhar clinico

Os brasileiros invandiram nossa trip. Por onde a gente passa encontar uma pilha, saltando pelas moites. Se eu cuspir para cima, acerto um brasileiro. Se for para baixo, tambem. Pois geralmente a gente os reconhece pelo sotaque. Moguinha nao. Em Puerto Madero, ela usou seu olho clinino.

- Gui, aquelas gurias sao do Brasil.
- Tu ouviu elas falando?
- Nao, a do meio ta com uma blusa da Triton da colecao passada.

Bom saber.

McLento nada feliz



Terceiro mundo, America Latina. Sabe o que isso significa? McDonalds caro. Um Big Mac completo sai por $ 15,50, um hambuerguer solito por $ 4,50 - R$ 3,00. Na Europa custa um euro, hoje, R$ 3,20, mas em 2008 R$ 2,80. Comprei um aqui em Buenos Aires no shopping de Palermo. Mandei dois burguers e uma batata grande por $ 15,50. Demorou um ano. Umas seis pessoas passaram na nossa frente. Se voce tiver fome, compre uma empanada. Custa na media $ 3,00.

Os precos

Estou desiludido com o preco das coisas na viagem. Imagina fazer comprar boas e baratas, como acontece em Rivera, o paraiso dos free shops. Pero, aqui nao da. Na Argentina e no Chile esta tudo muito caro. Fica brabo. Convertendo, os precos sao como no Brasil. Uma camiseta de futebol sai na casa dos $ 200,00, algo como R$ 150,00. Os perfumes todos batem os $ 100,00. Cameras Sony, cibershot ficam entre $ 400,00 e $ 700,00. Se voce quer fazer compras deste naipe, va a Rivera. Outra coisa, nao se aceita dolar, somente peso.

Buquebus



Jah compramos a passagem de barco para Colonia do Sacramento. Em Puerto Madero fomos ao Buquebus, uma especie de aeroporto de navios. Tudo chique, com loja da Mercedes dentro da parada. Compramos no barco lento as passagens por $ 93,00 cada. Leva tres horas para cruzar o Prata ateh Colonia. Boa sorte!

Voltando no tempo



Lembram que ontem eu avisei que o manjar pelo 1 ano e 11 meses de namoro seria minha responsabilidade? Pois bem, ficou divino! Massa com atum ao molho de tomate. Um luxo da culinaria masculina. Primeiro coloquei a agua, que nao fervia, dai comecou a evaporar, coloquei a massa, mais agua, oleo, azeite balsamico. Como nao fervia nunca, tirei um pouco de agua e resolvi provar. A massa estava mole. Mandei o atum em outra panela, demois o extrato de tomate, sal e pimba! O queijo ralado deu o toque final do mestre cuca. Vejam a Moguinha antes de degustar meu manjar.

Puerto Madero e a gula



Depois de San Telmo, andando mesmo, fomos a Puerto Madero. Deu umas cinco quadras, pertinho. Caminhamos por um parque, depois proximo aos diques, quando Moguinha teve a brilhante ideia - "vamos comer churrasco!" A ideia soou perfeita. Ha dias somente com pao e massa, uma carninha caia bem. Resolvemos investir e matar um belo assado argentino. Rodamos ate encontrar um lugar legal. Rodamos a regiao que mais parece uma praia, soh que com agua doce, vimos as marinas, e tal, e demorou para encontramos o oasis da carne.

Na real, foi um luxo que resolvemos ter. No Spetus pagamos $ 70,00 para matar queijos, salames, sushi, camarao gigante, saladas, outras iguarias e, claro, churrasco. Lomo - file -, vazio, chorizo, quadril, cordeiro, minha nossa senhora! Comemos de tudo, com um garcon babando ovo na volta, servindo a Coca quando o copo esvaziava. Demais! Nosso estomago estava merecendo. No final, a pedrada saiu $ 186,00, com os 10% do garcon deu $ 204,00, algo na casa dos R$ 150,00, a refeicao mais cara da minha vida. Tudo bem, cedemos a tentacao e ao capricho da gula. Bateu um arrependimento na hora de pagar a conta, mas, garanto, valeu a pena.

San Telmo



Bom, fomos a San Telmo pela manha. Belo lugar. Um bairro mais conversador, diferente de Palermo, porem charmoso demais. Vimos a famosa feira de San Telmo, um antiquario a ceu aberto, com apresentacoes de musica tipica e tango. Achamos coisas legais e compramos alguns regalos. Ainda demos uma espiada no Viejo Almacen, o primeiro ponto onde se dancou tango por essas bandas. Belo lugar.

A San Telmo e Puerto Madero

Esse eh o itinerario do dia. Primeiro na feira de San Telmo, na Praca Dorrego, e depois a Puerto Madeiro. Se sobrar um tempinho, vamos na Calle Florida, olhar as lojas com calma. De noite, pelas 21 horas, vamos ao Cafe Tortone ver um espetaculo de tango. Assim seja!

sábado, 10 de janeiro de 2009

A transformacao - Mazui

Bom, depois de 30 minutos sob os cuidados de Ulisses, Guilherme Mazui ficou assim! Este é um tipo de moicano típico dos gringos, batido dos lados e escabelado na crista. Um arraso!