segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

O clássico



Terminei o almoço do sábado às 16h15, apanhei meus apetrechos e rumei ao Centenário. Fui ver o clássico, digo, os clássicos. Peguei um busão que me deixou a quatro quadras do estádio. Às 16h50 adentrei no palco da primeira Copa do Mundo, em 1930. O Cruzeiro já vencia o Atlético/MG por 1 a 0. No final, deu 4 a 2 para a Raposa, num aquecimento para o que viria depois. Enquanto os mineiros duelavam no campo, as torcidas de Peñarol e Nacional duelavam atrás das goleiras - uma de cada lado.



O duelo era no gogó. Os hinchas do Nacional gritavam, os hinchas do Peñarol respondiam. Foi assim até a entrada das equipes no gramado, às 19 horas. Melhor, o Peñarol fez 1 a 0 aos 15 minutos, com Carlos Buenos, bom atacante por sinal. Brigador e veloz, ele recebeu o passe de cabeça, tocou por cima do goleiro. A bola bateu na trave e ele mesmo conferiu o rebote. Ainda no primeiro tempo, pelos 40, Domingues, do Nacional, foi expulso por tirar o siso do rival com a chuteira. No minuto seguinte, o zagueiro do Peñarol deu um pênalti ao Nacional, convertido por Blanco.

Mesmo com homem a menos, o Nacional foi melhor no segundo tempo.Eu fiquei sentando na lateral do campo, a Tribuna Olímpica, no setor da torcida do Nacional. Eles enlouqueceram. Os gritos são parecidos com os da Geral do Grêmio e Popular do Inter, mas o melhor era "Peñarol cagón, Peñarol cagón, Peñarol cagón"! E deu certo. Lá pelos 30 e poucos, o Peñarol teve um maluco expulso e no lance seguinte Romero apanhou o rebote para virar o jogo. A vitória classificou o Nacional para a final da Copa Bimbo, contra o Cruzeiro. Agora, posso morrer e dizer que vi um clássico casca grossa no Uruguai. Para relembrar, o vídeo traz o gol da vitória do Nacional.

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